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Explore minhas últimas criações, que transitam entre o experimental e o lírico, dialogando com acontecimentos históricos e sociais marcantes.
“Queimada” é uma composição acusmática que reflete os incêndios florestais de 2022, muitos deles iniciados intencionalmente por fazendeiros e grileiros para expandir áreas de pastagem e cultivo. Em 2022, a Amazônia registrou mais de 120 mil focos de incêndio, com perdas de milhões de hectares de vegetação, enquanto no Cerrado o MATOPIBA concentrou 77% do desmatamento, com queimadas que devastaram 665 mil hectares de vegetação nativa. A obra é um convite à reflexão sobre os impactos ambientais e sociais dessas ações. Iniciei a composição no período que estive no PANaroma, até não poder me rematricular novamente, terminando-a em casa.
“Dança da Morte”, criada no Atelier de Composição Lírica do Theatro São Pedro, revisita a epidemia de dança do século XVI, quando comunidades europeias foram tomadas por movimentos coletivos e inexplicáveis. A ópera utiliza a dança como metáfora para explorar a perda de controle e a resistência humana frente a crises coletivas, unindo música e dramaturgia em uma narrativa intensa e teatral.
"Exterogestação Metropolitana" nasceu durante o período de licença-maternidade, quando a vivência cotidiana com o bebê foi marcada pela proximidade, pelo cuidado contínuo e pela presença constante dos sons urbanos atravessando o quarto. Essa dualidade sonora contrastante entre os dois ambientes: o interno, calmo, íntimo e maternal, e o externo, caótico e ruidoso, típico da vida metropolitana tornou-se matéria poética e musical,
A obra foi criada em diálogo com o Grupo Contemporâneo da EMESP



