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Do pensamento experimental à linguagem técnica: o desafio (e a virada) na transição da academia para a tecnologia


Venho de uma formação acadêmica na área da música. Desde o início da graduação, a programação sempre esteve presente no meu percurso — especialmente voltada à música de concerto, composição, performance e experimentação sonora. No ambiente acadêmico, meu pensamento foi moldado para o contexto, o processo, o experimento e a reflexão crítica.

Hoje, no entanto, me vejo imersa em um estudo técnico de programação — e essa transição não foi trivial.

Durante muito tempo, estudar tecnologia a partir de uma lógica mais objetiva, estruturada e orientada a resultado foi um grande desafio. Meu raciocínio naturalmente buscava o “porquê”, o “e se”, o “em que contexto isso faz sentido”. Já o estudo técnico exige outro tipo de abordagem: clareza, decomposição de problemas, repetição, visualização e aplicação direta.


Aprender a estudar de outra forma

Nos últimos meses, precisei reaprender como estudar. Percebi que o viés acadêmico — apesar de extremamente rico — nem sempre é eficiente quando o objetivo é domínio técnico.

A virada aconteceu quando entendi que, para programação, eu precisava:

  • Visualizar fluxos antes de entender abstrações

  • Transformar conceitos em esquemas, diagramas e passos no caderno

  • Anotar menos “texto” e mais relações

  • Separar o momento de explorar do momento de executar

Cognitivamente, o caderno deixou de ser um espaço de reflexão discursiva e passou a ser um mapa mental funcional:setas, caixas, exemplos mínimos, entradas → processamento → saídas.

A partir disso, meu rendimento aumentou de forma significativa.


JavaScript como ponte entre ideia e implementação

Atualmente, estou cursando JS Programming Essentials e Developing Backend Apps with Node.js and Express, com foco claro em Back-end Development.

O JavaScript se tornou uma linguagem central no meu processo porque foi exatamente com ele que consegui tirar ideias do papel e transformá-las em MVPs reais. Seja no front, no back ou integrando serviços, o JS funciona como uma ponte rápida entre concepção e prototipagem — algo essencial para quem pensa produtos.

Minha meta é clara: aprofundar no back end, avançar para DevOps, Cloud e, posteriormente, Applied AI. Essa trilha tem guiado meus estudos de forma consistente e estratégica.


Criatividade, MVPs e tecnologia aplicada

Apesar de sentir que “comecei ontem”, mergulhei de cabeça. Hoje me vejo em uma curva de aprendizado claramente ascendente — com desejo de aprender, construir e atuar crescendo de forma exponencial.

Meu background em música não ficou para trás. Pelo contrário: ele tem sido um motor criativo poderoso. A partir dele, desenvolvi MVPs como:

  • Uma plataforma de e-commerce para cursos de música

  • Um projeto que nasceu como proposta para um congresso e evoluiu para um MVP que investiga como música e IA podem auxiliar pacientes com Alzheimer

Essas experiências reforçaram algo importante: ideias criativas não são o problema. O verdadeiro desafio — e também a maior motivação — é dominar a linguagem técnica necessária para implementá-las com autonomia, qualidade e escala.


Conclusão

A transição da linguagem acadêmica para a técnica não significa abandonar o pensamento crítico ou experimental — mas sim aprender quando e como usá-lo. Hoje, busco unir rigor técnico, visão sistêmica e criatividade aplicada para construir soluções reais.

Cada linha de código escrita é, para mim, mais uma ferramenta para explorar ideias, prototipar futuros e transformar conceitos em produtos.

E isso é só o começo.

 
 
 

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